AS LINHAS DA MÃO

 

 

  

Há séculos as linhas e sinais da mão fascinam o ser humano. O estudo das linhas e sinais das mãos remonta à antiguidade, estando presente nas civilizações do Egito, Babilônia, China e Índia. Presente em diversas épocas esteve à disposição dos nobres e do povo, sendo muitas vezes proibida e perseguida. A partir do século XVIII o estudo das mãos começa a ser escoimado de superstições e erros medievais dando um caráter mais lógico e menos fatalista aos sinais encontrados.  Muitas pesquisas foram feitas, mas ainda há muito a descobrir e pesquisar.

Hoje, a leitura das mãos, chamada de quirologia, está disponível a todas as pessoas que quiserem. Não se trata de ler somente as linhas, mas observar toda a mão. A cor, flexibilidade, formato, textura, unhas, dedos e as linhas são cuidadosamente analisados para se chegar a uma boa leitura. Só é preciso saber duas coisas do cliente: a idade e a mão predominante. Na mão dominante vemos como a pessoa é no momento presente e projetamos o futuro. Na mão passiva vemos as influências genéticas e familiares e temos um verdadeiro “arquivo morto” que revela fatos marcantes do passado.

As principais linhas estudadas são: a linha da vida, da cabeça, do coração e do destino.

Todas devem ser analisadas de forma cuidadosa e comparadas umas com as outras, dessa maneira podemos apontar as tendências da personalidade e projetar o futuro.

As linhas funcionam como um mapa rodoviário, se encontramos uma linha quebrada é como um aviso “perigo a frente”, é como uma ponte caída na estrada.  Podemos ignorar o aviso e pagar para ver ou buscar um desvio. A decisão é de cada um, cabendo ao quirólogo somente avisar do perigo.

As palavras podem mentir, o rosto pode esconder a verdade, mas as mãos revelam claramente o que cada um é, e o que lhe aguarda no futuro. Não existem duas mãos iguais e as linhas podem mudar de uma hora para outra.

Comecei a estudar as mãos aos 15 anos e desde o início tinha certa facilidade para calcular datas nas linhas das mãos e fazer previsões. Como todo o adolescente eu queria provar a todo mundo que estava certo. E muitas pessoas debochavam da leitura da mão, fiz muitas leituras para provar a veracidade da quirologia.  E tive experiências inesquecíveis. Certa feita fiz a leitura para um casal e apesar dos acertos eles continuavam duvidando. A senhora me pediu que visse na sua mão quantos filhos ela tinha, adverti a ela que essa é a leitura mais difícil e mais sujeita a erro. Ela insistiu, disse então três filhos, ela sorriu e eu acrescentei e mais um aborto. A mulher ficou pálida e o homem riu. Após algum tempo o marido se deu conta que ela tinha feito um aborto e não lhe falara nada!

Outra feita numa república de estudantes eu estava lendo as mãos de estudantes de psicologia, disse a uma das moças: – você está com sérios problemas de saúde envolvendo o útero ou ovários, procure um médico com urgência. Ela ficou pálida e todas as estudantes se calaram. No dia seguinte uma amiga minha que estava presente me falou que a moça tinha feito um aborto naquele mesmo dia.

Outra vez adverti a uma moça, alguns dias antes do seu casamento, que na sua mão não aparecia a marca típica de casamento feliz: uma cruz no monte de júpiter. O clima pesou e a mãe da noiva ficou furiosa comigo. Eu tinha olhado a mão do noivo e disse: – Ele não é o que parece.  Fui “convidado a me retirar” daquela casa e me chamaram de charlatão.

Esqueci a história e dali alguns meses encontrei a noiva e a mãe na fila do banco e elas vieram ao meu encontro. – Você estava certo, o casamento não deu certo, ou melhor, sequer foi consumado. O noivo era gay!

Tudo isso aconteceu quando eu estava aprendendo e agindo de forma amadora, hoje não faço leituras públicas. Estou menos preocupado em acertar e mais interessado em evitar uma situação constrangedora para alguém.

Depois de ter feito mais de mil leituras da mão, estou plenamente convencido de sua validade como instrumento valioso para o autoconhecimento e para prever as tendências futuras. Hoje as leituras são feitas individualmente e devidamente gravadas em CD para que a pessoa não perca as informações passadas.

E você, já fez a leitura da sua mão?

 

RÉGIS CAANABARRO

ASTRÓLOGO E QUIRÓLOGO